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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

O que fazes com o teu tempo?

Fala-se de tempo e nasce em mim uma vontade de contestar. Perdoem-me os seres da minha espécie mas tenho de protestar. Aqui afirmo que protesto contra o tempo. E quando falo de tempo não me refiro a condições climatéricas que nos provocam frio ou calor, e nos fazem alternar entre vestes leves ou autênticos bunkers disfarçados de têxteis mais ou menos coloridos.

 

Quando falo de tempo refiro-me ao tempo que nos faz estar dentro ou fora de horas. Refiro-me ao tempo que teima em correr ou então mover-se em câmara lenta sempre a seu belo prazer. Move-se com maldade e rouba-nos aqueles momentos maravilhosos enquanto teima em prolongar momentos dos quais nos apetece fugir. Para ser mais exacta apetece-me protestar contra aqueles que um dia se lembraram de dividir o ano em meses, os meses em semanas, as semanas em dias, os dias em horas e as horas em segundos. Protesto contra os que nos fizeram depender do tempo para tudo e mais alguma coisa. Protesto contra os que nos fizeram escravos de um tempo que nos faz sentir sempre fora de tempo.

 

Arrumem-se portanto os relógios. Viva-se um dia, apenas um dia aquilo que é nosso: o nosso tempo. Viva-se na languidez do sentir em contraste com a avidez de um chegar a horas. Viva-se num aproveitar do dia e da noite em contraste com uma constante corrida para apanhar o tempo … sempre o tempo. Proíbam-se os relógios e confie-se nas vontades que o tempo teima em castrar. Proíbam-se os relógios e confie-se no que somos capazes de fazer.

 

E enquanto isso não acontece viaje-se num mundo onde o tempo não existe e onde a flexibilidade é permitida. E enquanto isso não acontece permita-se á imaginação viver um tempo sem tempo. E enquanto isso não acontece misture-se vontades, verdades, desejos e criação onde o tempo é apenas aquilo que deve ser : o nosso tempo.

 

E tu o que fazes com o teu tempo?

Se o tempo parasse

 

 

 

Se o tempo parasse e eu pudesse escolher deixaria o emprego das 9.00 ás 18.00. Teria mais tempo para os meus filhos, dedicava-me á escrita a inspirar e a motivar os outros para que sorrissem mais, evoluíssem mais, fossem mais aquilo que querem ser.

 

Contava-lhes que é possível sermos felizes e que o facto de podermos liderar a nossa vida faz com que se lidere os nossos sonhos. Contava-lhes que acredito que o mundo precisa de união. Que acredito que nos devemos unir e respeitarmo-nos como pessoas e como parte integrante de um universo onde vivemos. Que era importante que nos aceitássemos nas semelhanças mas também nas diferenças.

 

Um dia com sabor a inspiração muita inspiração.

 

Marta leal

Ausência e Presença

 (imagem retirada da net)

 

A uma ausência de tempo sobrepõe-se uma ausência de afazeres. Alterna-se entre um dormir  profundo e uma letargia diária. E foi assim que se passaram os primeiros dias  de férias onde me permiti descansar naquele descanso merecido e onde o o dormir foi aquilo que alguns designam por sono dos justos.

 

E estando de volta estou a começar a sentir saudades daqueles dias em que a ausencia de afazeres se sobrepunha á ausencia de tempo.

 

Um dia com sabor a preseça, muita presença.

 

Tempo sem Tempo

 


Acredito que o tempo não é nada mais do que um conceito que os humanos inventaram para nos chatear. Acredito que se os relógios não existissem não nos daríamos conta do quanto corremos de um lado para o outro. Acredito que era mais fácil deixarmo-nos levar por vontades, ventos e estações. Perdiam-se tensões e aflições. Ganhavam-se encontros e desencontros. Interessante viver-se num tempo sem tempo.

 

Tudo isto porque verifiquei que não venho aqui existe algum tempo.

 

Um dia com sabor a tempo, muito pouco tempo.


 

Gostos

De repente dou comigo a pensar que o fantástico de me ter permitido fazer o que gosto é o facto de o fazer com paixão. O fantástico de me permitir gostar dos outros é gostar apenas  porque sim. Apenas porque gosto sem esperar nada em troca. O ideal era funcionar com todos assim. Confesso que ainda não consigo.

 

Por vezes dou comigo á espera de um sorriso, de uma resposta ou de outra qualquer recompensa. Acredito que é nessa espera que reside o conflito, o desânimo e a desilusão.  Apenas nossa.

 

Gosto quando gosto independentemente do resultado, do contexto, do tempo ou do espaço. Fico assim, de coração cheio

 

Gosto de apenas gostar…

 

 

Marta Leal

Tempo

A sensação de que o tempo passa rápido não nos larga. Frequentemente,  falamos desse assunto quase sem darmos conta. Tal como falamos do tempo quando não existe mais nada para falar, mas isso são outras historias que me permito remeter para outras escritas. Dizia eu que a sensação de que o tempo passa rápido é uma constante na nossa, neste caso, minha vida. A certeza vem quando olhamos para os filhos e percebemos que cresceram.  A certeza vem quando nos embevecemos nos bebés dos outros conscientes de que serão saudades de um tempo que sabemos não voltar.

 

Gosto do tempo que tenho para mim. Gosto da flexibilidade de horários a que já me posso permitir. Gosto e sinto saudades de outros tempos. Prevalecem os “”gosto muito de ti e os “és a melhor mãe do mundo” só que a esta altura são alternados com “Ó mãe” “achas?” “já vou” e todas aquelas expressões que quem é pai ou mãe conhece tão bem. 

 

Gosto de os ver crescer, gosto de os ver evoluir, gosto daquilo que vivemos diariamente. No entanto, mentiria se dissesse que não sinto falta dos embalar ao colo, de os mimar e de os proteger.

 

Marta Leal

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