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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

"Mude as suas opiniões, mantenha os seus princípios. Troque as suas folhas, mantenha as suas raízes." Victor Hugo

 

A aceleração diária impede-nos de reflectir. O dia a dia assoberbado faz com que sejamos constantemente metralhados com conhecimento, frases feitas, verdades e mentiras, descobertas, filosofias, frases feitas sem que tenhamos tempo para pensar sobre aquilo que se passa á nossa volta. E quando me refiro a pensar estou-me a referir a um espírito critico sobre esta ou aquela questão. Engolimos informação sem nos darmos ao trabalho de degustar.

 

Acredito que seja cada vez mais importante parares e reflectires. Reflectires sobre quem és e reflectires sobre o que se passa a tua volta.

 

Mudar de opinião não é sinal de fraqueza mudar de opinião é sinal que te dás ao trabalho de parar,  reflectires e corrigires a direcção. Mudar de opinião é sinal que ouves, pensas e sentes.

Necessidades Impostas

 

Uma das coisas que tenho observado nos últimos tempos é a necessidade de nos tornarmos pessoas melhores para termos um mundo melhor. Até aqui não posso deixar de concordar. Pessoas melhores contribuem para um mundo melhor. Para isso procuramos alternativas, novas filosofias, novas formas de viver, de nos relacionarmos e mesmo de nos encontrarmos. O que acontece é que em vez de adaptarmos a nós aquilo que encontramos insistimos em adaptarmo-nos ao que existe. Depois, fugimos de estereótipos que consideramos atrozes e quase sem darmos por isso colamo-nos a outros tão nocivos como os anteriores. Forçamo-nos a ser sem ser, a fazer sem sentir e a impor sem termos esse direito. Procuramos a satisfação plena, sempre a satisfação plena. Por vezes tropeçamos sem perceber o porquê, por vezes caímos e rejeitamos sentimentos pouco “dignos” das pessoas melhores que nos tornamos.

 

Chora, grita, ri, abraça, beija, ri e sorri. Usa as cores que gostas e não apenas as que estão na moda. Lê os livros que te dão gozo. Passa férias onde te faz sentido. Permite-te vestir emcoionalmente apenas o que te serve, permite-te ser apenas o que és, permite-te gostar efectivamente do que gostas, permite-te apenas fazer o que te faz sentido fazer.

 

EU? Continuo assim muito mãe, muito mulher, mas sobretudo eu mesma.

Leituras

 

 

Conhecer as pessoas é como ler um livro. Vê-se a capa e tiram-se conclusões. Aproximamo-nos daquilo com que nos identificamos e temos tendência a repelir o que à primeira vista não faz parte de nós. Estranhamos o diferente e sentimo-nos seduzidos por aquilo que mais se identifica connosco.

Seduzem-me aqueles que se atrevem para lá do desconhecido. Saem da zona de conforto e decidem ser o que querem ser, amar de coração cheio e viverem … porque é disso que se trata apenas viver.

 

Partilhe-se

Existem os momentos em que se partilham  palavras transformadas em vivencias ou vivencias reduzidas a palavras. Existem momentos em que se partilham olhares que se perdem em perspectivas únicas. Existem momentos em que se partilham sabores e odores  unicos na partilha e nos sentires. Saciam-se pensamentos, saciam-se momentos.

 

Depois, existem os momentos  em que se partilham os toques e as vontades, os beijos e os sentires misturados em desejos unicos de uma partilha de vontades, numa partilha de sentires, numa partilha de corpos por saciar. Mais que se saciar corpos saciam-se desejos e partilham-se vontades.

 

Partilhe-se momentos unicos, sacie-se vontades sentidas mas sempre com muitos sorrisos, sempre com muita vontade.

 

Um sorriso com sabor a partilha

 

Marta Leal

 

Corte-se

(imagem retirada da net)

 

Isolemo-nos por momentos de tudo o que nos rodeia. Esqueça-se tudo. Esqueça-se por momentos as contas por pagar, os amores e os desamores e esqueça-se os que nos incomodam e os que nos são indiferentes. Dispam-se de tudo o que faz ruído e deixem-se ficar em silêncio. Gosto do silêncio, gosto daqueles momentos onde permito ouvir-me.

 

Feche-se os olhos e pense-se em quem somos, o que queremos, o que sentimos. Feche-se os olhos e alinhem-se caminhos, e vontades. Feche-se os olhos e encontre-se o que é realmente nosso. Abandone-se medos dos outros que se tornaram nossos. Abandone-se quereres que pensamos nossos e afinal mais não passam do que vontades dos outros. Seja apenas o que sabemos ser.

 

Corte-se o que já não nos faz sentido porque afinal até as roseiras precisam de ser podadas regularmente para que cresçam e desenvolvam.

 

 

Sorrisos com sabor a vontade

 

 

Marta Leal

Serenata de letras

 

(imagem retirada da net)

 

Encantam-me as letras mais do que me encantam as palavras. Encanta-me o ler e reler enquanto se integram sorrisos e saudades. Saudades, de um tempo onde as cartas revelavam emoções, sentires, sentimentos, vontades, planos e desejos. Tudo isto, impresso numa tinta que apenas o tempo se atrevia a esbater. Memória de outros tempos onde facilmente me atreveria a viver.

 

Gosto da serenata de palavras que me aquecem o coração, me soltam o imaginário e me desenham sorrisos. Gosto da serenata de palavras que me acalma a alma e me faz avançar de uma forma minha, sempre muito minha.

 

Marta Leal

Rumos

(imagem retirada da net)

 

 

Prendo-me durante muito tempo a conceitos e preconceitos. Ganho medos. Medos inexplicáveis dentro de qualquer tipo de racionalidade. Cimento-me na zona de conforto. Mais fácil dizer que não gosto do que me permitir experienciar ou mesmo degustar. Prendo-me mas as vontades crescem.

 

Aceito-me na importância de sair da minha zona de conforto. Depois? Depois perceber que o importante é confiar, acreditar e sentir, apenas sentir. Depois? Perceber que não vivi sensações, emoções, vivências e sorrisos. Muitos sorrisos.

 

No final, fica uma sensação de ter dado mais um passo e avançado rumo aquilo que sou e aquilo que sinto.  No final, fica a certeza que, tal como quando velejamos, existem momentos na vida em que estamos a favor do vento e outros momentos em que nos cabe a nós definir o rumo que vamos tomar.

 

Marta leal

 

 

 

Dias Magicos

Dias mágicos são aqueles em que o cheiro a terra molhada nos faz recuar no tempo. Gosto do cheiro a terra molhada. Dias mágicos são aqueles em que o som da chuva nos faz sorrir sem nenhuma razão aparente. Decido-me a voltar a ter uma lareira. Gosto do som da madeira a crepitar. Gosto ds pensamentos que surgem enquanto observamos o laranja das chamas. Sabiam que a o laranja é a cor da criatividade?

 

Mas mude-se de assunto e passe-se à magia dos dias que nos fazem bem. Mudemos de assunto e acreditemos que chova ou faça sol a magia está nos sorrisos dos nossos filhos, do romrom dos nossos gatos, num sorriso de um desconhecido, numa palavra de um amigo, nas nossas vontades e no que defendemos como verdades.

 

Gosto do cheiro a terra molhada...

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